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Air France e BEA preparam quarta etapa de buscas ao AF447


Veiculado pela mídia mundial. Contemos com a esperança sempre. Eu estava em casa quando ocorreu o acidente, nunca recebi tantos telefonemas na minha vida. A bordo nosso colega brasileiro que havíamos feito curso de três semanas no mês anterior ao acontecido. 


É irreparável a perda, a dor intransferível. Porém antes de julgarmos falha da companhia aérea ou da própria fabricante Airbus, ainda sim é preciso paciência para continuar as buscas. até as últimas possibilidades. Talvez nunca saibamos, como não sabemos milhares de fatos não explicados na existência humana. Teria sido falha humana, mecânica, um raio muito forte de tempestade? Talvez um meteorito atingido a aeronave? Estamos numa mudança climática tão absurda que podemos pensar em coisas antes não ocorridas. E não descarto isso, até mesmo do meteorito, uma pedra a velocidade alta vira um míssel.
A história evolutiva da segurança na aviação é feita infelizmente dos acidentes alheios não previstos ou pensados. Antigamente, não se pensava em extintor de incêndio em lixeiras de banheiro até que alguém fumou no toalete e jogou a bituca de cigarro. Pronto, incêndio e desastre. Extintores foram colocados nas lixeiras de todas aeronaves. Um exemplo pequeno, mas complexo.

"O governo da França e o Escritório de Investigações e Análise para a Aviação Civil (BEA) anunciaram uma quarta etapa de buscas - financiadas pela Air France e Airbus - aos destroços do Airbus A330 que fazia a rota Rio-Paris e caiu no Oceano Atlântico em 31 de maio de 2009, matando as 228 pessoas a bordo.

A nova missão será comandada pela entidade privada americana Woods Hole Oceanographic Institution, que em 2010 realizou uma expedição aos restos do navio Titanic e tem a robótica mais sofisticada do mundo para esse tipo de trabalho. O novo secretário de Transportes da França, Thierry Mariani, disse que as buscas serão feitas em uma área de 10 mil km², definida dentro do círculo criado a partir da última posição conhecida do Airbus.

A etapa será dividida em três fases, a contar de 15 de março, cada uma com a duração média de 36 dias. Participarão também navios da Fundação Waitt e do Instituto Oceanográfico Geomar, da Alemanha.

David Gallo, da Woods Hole e diretor do projeto, ressaltou à Agência Estado que o desafio que é varrer o fundo do Atlântico Sul - onde a profundidade às vezes supera 4 mil m -, formado por montanhas. "É simplesmente a região mais acidentada do planeta". Segundo Gallo, localizar o Airbus é um desafio muito maior do que foi a expedição ao Titanic porque sua posição é desconhecida e os destroços não estão em uma região plana.

Os custos estimados para essa nova surtida estão na casa dos 9 milhões de euros."


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