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Bangkok

Em maio deste ano, após uma viagem ao Japão, dei uma esticada até a Tailândia! Confiram o roteiro!









Sai de Osaka pela Thai International em cerca de 5 horas de voo até a capital tailandesa. Cheguei por volta das 15h20 horário local e um calor pesado já dando as boas vindas! Então vamos a algumas notas. Antes, é importante avisar que tudo na Tailândia que não tiver preço fixo, deve ser pechinchado. O preço até pode estar lá, mas se você fizer menção de achar caro, eles começam a reduzir. Eu particularmente não curto muito ficar negociando, mas foi assim que consegui bons preços de algumas coisas. Portanto, faça seu preço e não fique com medo de recusarem, eles querem vender!

Transportes
Há várias maneiras de sair do aeroporto rumo a cidade: taxi, metro, limousines e ônibus. Os trens saem do subsolo do aeroporto e custa bem barato, o Express 150Bath (6 euros) e o comum que faz algumas paradas na periferia e custa 45 Bath (1 euro e pouco). O primeiro leva 15 minutos e o segundo 30. Mas preferi tomar um taxi por conta das malas pesadas que já me acompanhavam e foi cobrado 400Bath, uns 10 euros (valor fechado no aeroporto, mas há quem tome taxi mais barato negociando o preço).

Na cidade, o melhor jeito de se transportar é de táxi. Tanto pelo valor como pela comodidade do calor. O transito é confuso e meio caótico. Só tome cuidado com os taxistas, alguns não ligam o taxímetro e cobram o que querem. Se ele não ligar o taxímetro antes da partida, peça. Se recusar, não fiquei melindrado em sair do taxi, pois ele tentara explorar.

Tuktuk, aquelas motocas-taxi, é uma furada, evitem, pode até ser turístico e pitoresco, mas muitas gente relata diversos problemas com eles, que dão voltas na cidade e cobram o que querem depois.

O sistema metroviário é pequeno. Lá existem os BTS, metro de superfície e o MRT, metro subterrâneo. Você paga pelo destino que deseja ir. E não se preocupe, tudo está em inglês, mesmo as máquinas para comprar ticket. Aliás, essas máquinas só aceitam moedas (poucas aceitam papel) e você pode trocar com o funcionário da estação.


Cuidado com ao atravessar, eles seguem o padrão de vias inglesas, para nós ocidentais, temos o hábito de olhar de um lado da rua e na verdade o carro vem de outra direção! O motorista também senta à direita no carro.

Hospedagem
O hotel que escolhi foi meio às cegas, pois Bangkok seria uma novidade para mim e não tinha noção de bairro a não ser por comentários e dicas de amigos. Então, fui comparando preços, avaliações e localização pelo Tripadvisor. O Glow Trinity fica na região de Silom, um badalado bairro pelas ruelas, compras e vida noturna. Tem uma estação do BTS, a Chong Nonsi a poucos metros. O hotel fica numa rua meio escondida, mas depois fica fácil de entender onde se encontra. Achei bem confortável, limpo e de design moderno, na recepção toca música lounge. O café da manhã é bom e internet de qualidade. Mas tive de trocar de quarto por conta de uma máquina que trabalhou a noite toda. E não espere boas paisagens da janela, por conta dos prédios em volta.




Roteiro
Num primeiro momento quando você chega a capital, tem a impressão de estar no Brasil, a começar pelo calor, umidade, barulho e gente simpática e cordial. Fiz um roteiro curto para três dias, então me detive aos principais pontos turísticos.

No primeiro dia fui ao Grand Palace, pois ele fecha as 15hs e é um complexo de prédios e templos lindíssimos. Entrada 500 Baths. Uma dica importante, leve na mochila (além da água obrigatória) um sarongue, calça ou uma canga, porque não pode entrar no Grand Palace (e em alguns templos) de short ou bermudas e saias curtas. Mas como o bom turismo explorado, há os tiozinhos na porta desses lugares alugando as vestimentas! Contemple os detalhes, a riqueza de dourados, as pastilhas de esmeraldas e outras pedras nas paredes dos prédios. O Grand Palace abriga uma estupa, um monumento em forma cônica que simboliza as relíquias do Buda. Muitos dos prédios não se pode entrar, inclusive o do Buda de Esmeralda, descoberto por um monge séculos atrás e por estar coberto de poeira, quando limpou o nariz da estátua descobriu que era feito de uma grande pedra de esmeralda polida. Três vezes ao ano, este Buda troca de manto de acordo com as estações. (na Tailândia há somente três estações climáticas). O ingresso deste Palácio dá direito a entrar em um museu e conta melhor estes detalhes.










Em seguida e não longe dali, fica o templo Wat Pho, o do Buda Deitado. Além desta magnifica obra de 56 metros, há ainda os Budas em sequência em dezenas (uns 50) dentro de diversos páteos e se perder é melhor jeito de descobrir as belas estátuas! Este Buda representa Shakyamuni antes da sua morte, quando ele se deita sob o lado direito e prega seu ultimo ensinamento. Há diversos nichos com imagens de Buda em vários momentos. Um eles é no momento da iluminação, em que serpentes Nagãs o protegem contra a chuva, elas se erguem por detrás dele e se abrem em forma de leque.





Dentro deste templo tem um lugar para fazer massagem e é ligada a Escola Tailandesa de Massagem. E sem dúvida, é uma parada obrigatória! A massagem dos pés foi 260 Baths, 30 minutos e a corporal também no mesmo preço. Há outros tempos e preços. Vai da sua escolha. Na entrada eles servem um refresco bem gostoso e gelado, a base de arroz! E os massagistas são bem gentis e atenciosos. Há sim, a sala tem ar condicionado, pois o calor lá fora é muito forte.



No dia seguinte fui ao Templo Wat Arun, uma rica obra na vertical e subir pela escada íngreme faz parte do roteiro. Há uma bela vista do rio que corta a cidade. Como todo bom ponto turístico, do lado de fora tem uma feirinha que vende estátuas e tecidos. Comprei uma bela estátua de Buda ali, negociando, claro.





Comidas
Comer foi um pequeno drama para mim. Não pela comida apimentada, mas pela preparação, pois é cultural comer pelas ruas em barraquinhas e carrocinhas, o que não duvido serem iguarias deliciosas, senão fossem as condições de higiene. Quem já foi pra Belém do Pará ou Manaus, vai entender o que digo com as comidas pelas ruas. Então, preferi comer nas "food court" e shoppings. Fui em dois food court, um chamado Terminal 21, o qual gostei bastante, um shopping onde cada piso recebe o nome de uma capital mundial e os corredores são temáticos, e o outro é o MBK mais popular, um imenso shopping center bom para compras, mas não curti o ambiente de alimentação. Há excelentes restaurantes e não são caros. Um belo prato de Pad Thai custa de 90 a 12 Baths, uns 4 euros.





Nesses food court tem algo interessante: primeiro compra fichas e nos quiosques e você troca pelo prato que quer. A praça de alimentação não aceita dinheiro. Você pega um valor X para comer e se não usar tudo, troca de volta por dinheiro.



E cuidado com as pimentas!!! 

De maneira geral, achei Bangkok um tanto especial, caótica, a do tipo exótica que vemos em filmes do sudeste asiático, as ruelas cheias de camelôs, onde se vende de tudo, contrastes da riqueza com a pobreza, e muito bagunçada e alguns lugares, um tanto suja. Trânsito enlouquecido. Pratos deliciosos, apimentados, frutas tropicais por todos os cantos. De crença tipicamente budista, por pouco não peguei o festival Vesak, o Natal budista, uma bela celebração. E como no Japão, de repente do nada você se depara com um templo ou um grande oratório na entrada de um prédio empresarial dedicado a uma divindade com flores, comidas e preces. Foi uma viagem curta, tempo esse já previsto na viagem à Ásia e claro faltaram vários pontos turísticos como o mercado flutuante, que alguns disseram que seria legal, outros não. Como não sou fã do calor urbano, então muitos momentos o transito e o calor excessivo me deixaram irritado, ainda mais com este jeito de ter de negociar tudo e ficar atento com a malandragem de taxistas e outros vendedores. Por conta disso, na minha percepção, achei que já estava de bom tamanho três dias na capital e resolvi ir pras praias e Krabi foi o destino seguinte e próximo post, aguardem! Espero poder volta sem dúvida e conhecer mais desta cidade peculiar, exótica e alucinante!



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